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A História da Apneia

O mergulho livre em apneia foi desde sempre uma técnica utilizada na pesca e na busca de conchas, pérolas, corais de entre outros recursos do mar. Uma das primeiras menções escritas data do império egípcio ( 1600 a.C.) onde numa tábua é relatada a proeza de um mergulhador em apneia do Faraó que conseguiu provocar o naufrágio de várias embarcações inimigas.

A primeira manifestação do potencial "anfíbio" humano remonta à performance de um denominado Yorgo Haggi Statti em 1911. Este pescador Grego, em Junho de 1911 esteve imerso durante 7 minutos e a -77 metros, com a ajuda de uma pedra amarada a um cabo, afim de ajudar uma embarcação da marinha Italiana, "Regina Margherita", na recuperação de uma âncora, depois de os médicos tentarem dissuadir o capitão do barco em desgraça de que era impossível. Ao fim da terceira tentativa o pescador Grego conseguiu amarrar o cabo e assim recuperou-se a âncora. Os médicos ficaram boquiabertos.

Esta disciplina desenvolveu-se de seguida num contexto de estratégias belicosas franco-italianas: durante a 2ª guerra mundial, os exércitos dos dois países enviaram com efeito mergulhadores colocarem minas nas embarcações inimigas. Em consequência, parece ser nas águas Mediterrânicas que aparecem os primeiros recordes nos anos 1950 e a "bota" (Itália) torna-se rapidamente no primeiro berço do mergulho livre ou da apneia moderna.
Raimondo Bucher e Américo Santarelli fazem os limites da disciplina até serem ultrapassados pelo duo Enzo Maiorca-Jacques Mayol nos anos 1970.

Estes dois apneístas engolem as profundezas, eles ultrapassam sucessivamente barreiras fatídicas, e até então teoricamente impossíveis de atingir com vida, das cotas negativas dos 50 metros e dos 100 metros e conferem ao desporto práticas técnicas e mentais que permitem ir alem dos limites comuns do organismo humano.

Esta época tornou-se famosa e conhecida do público com o filme "Vertigem Azul" de Luc Besson. À era de heróis do "Vertigem Azul" que foi um grande contributo para a democratização, desenvolvimento da disciplina, sucede a esta dos campeões mediáticos: Umberto Pelizzari e Francisco Ferreras Rodriguez (aliás Pipin).

O Italiano e o Cubano defrontam-se durante uma dezena de anos, quebrando recordes atrás de recordes nas grandes profundezas e realizam performances atípicas e impressionantes. Uma história retratada no filme imax "Ocean Men" de Bob Talbot, que está em exibição desde Agosto 2001.

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