Nacional de Mergulho Livre
AIDA/FPAS
Apneia Estática /
Peso Constante
Regulamentos
I - REGRAS GERAIS:
1. A 2a Selecção Nacional de Mergulho Livre AIDA Portugal
– 2003 é organizada pela AIDA Portugal em parceria com
a FPAS e reconhecida pela AIDA Internacional, constando do seu quadro de competições,
tendo como duplo objectivo, o apuramento dos campeões nacionais destas
modalidades em combinação, e o apuramento através de um
ranking, cujo somatório incluirá a prova nacional de 2003 e 2004,
para formação da Equipa AIDA Portugal que participará no
Campeonato do Mundo AIDA– 2004.
2. Nesta competição serão apuradas as 5 melhores performances
– na Combinação Estática e Peso Constante
– nas categorias feminina e masculina.
3. Estas 5 melhores perfomances serão consideradas uma pré-selecção,
que por sua vez, estarão sujeitas a um estágio de 3 dias com seleccionadores,
numa data e local a definir, para apuramento final da equipa AIDA Portugal (selecção
final) constituída só por 4 atletas masculinos e femininos, em
que um de ambas as categorias será um atleta suplente.
4. O apuramento da selecção final, será da responsabilidade
de um seleccionador, integrado no quadro técnico da AIDA Portugal, que
se pautará por critérios rigorosamente pré-estabelecidos.
5. Em caso de falta de recursos financeiros para o envio de equipas nas duas
categorias, serão seleccionados pelos mesmos critérios, e pelo
mesmo seleccionador os 4 melhores atletas, que constituirão a equipa
portuguesa, independentemente da categoria.
6. Atletas que se encontram no exterior do país, de nacionalidade portuguesa
e filiados à AIDA Portugal, de acordo com os Estatutos, poderão
participar na competição, devendo para o efeito, deslocarem-se
ao território Nacional, para nas mesmas condições dos demais
atletas disputarem as duas modalidades.
7. É uma competição individual onde todos os atletas deverão
ter mais de 18 anos, possuir curso de apneia FPAS ** ou nível AIDA**.
8. O atleta deverá ser vinculado à FPAS e à AIDA Portugal;
9. Cada atleta deverá fazer uma pré-inscrição,
com pelo menos um mês de antecedência da competição,
em documento próprio para o efeito, disponível na FPAS ou no site
da AIDA Portugal, designando as perfomances pessoais previstas e a identificação
do seu capitão (responsável), e apneísta de segurança.
10. Toda a informação contida nesse documento, será guardada
sob sigilo até à véspera da competição, e
servirá meramente para a planificação logística
e segurança do evento.
11. A AIDA Portugal reserva-se ao direito de averiguar pessoalmente através
de um jurí nacional AIDA, a veracidade das declarações
de algum atleta, caso suspeite de perfomances invulgarmente anunciadas. Poderá
solicitar em caso de dúvida, para com o atleta em questão, a validação
da sua perfomance perante o jurí da seguinte forma:
• O atleta deverá ser capaz de em apneia estática executar
a sua perfomance anunciada, subtraindo-lhe 30 segundos;
• O atleta deverá ser capaz de em peso constante executar a sua
perfomance anunciada, subtraindo-lhe 10 metros.
12. Para poder participar da competição, cada atleta deverá
apresentar no momento da recepção:
• Documento de Filiação à AIDA Portugal e à
FPAS (seguro desportivo e atestado médico) ;
• Cartão de curso de apneia FPAS** ou AIDA**.
• Pagamento de uma taxa de inscrição, no valor de 15 euros.
13. Cada atleta designará um capitão que irá representá-lo
durante toda a competição, não podendo para o efeito ser
um competidor. O mesmo deverá comparecer a todas as reuniões da
Comissão de eventos.
14. Cada performance é convertida em pontos conforme a seguinte escala.
• Apnéia estática: 3 segundos de imersão
= 0,5 ponto
• Peso Constante : 1 metro de profundidade = 1 ponto
Na estática, a performance cronometrada é sempre arredondada
por defeito até ao meio ponto mais próximo.
No peso constante, a performance é arredondada por defeito até
ao ponto mais próximo.
Exemplos:
• 5'04" na apneia estática = 50.5 pontos
• 55.5 m no peso constante = 55 pontos
15. O atleta vencedor é aquele que obtiver mais pontos, através
do somatório dos pontos alcançados em cada modalidade.
16. No caso de empate, o atleta vencedor é o que tiver a menor diferença
entre as performances realizadas e as anunciadas em ambas as modalidades.
17. Qualquer manifestação de humor da parte de um atleta que perturbe
e constranja outros atletas e prejudique desta forma as suas performances estará
sujeito a uma advertência do júri e autorização de
reiníciar a prova ao competidor prejudicado.
18. O jurí pode pronunciar advertências (três advertências
resultam na automática desclassificação do atleta) ou desclassificar
imediatamente o atleta que mostrar o seguinte comportamento:
• Desobediência ao regulamento;
• Recusa em colaborar com o júri, organizadores ou capitão
de equipa;
• Colocar em causa o decurso normal da organização ou da
segurança da competição;
19. Todo o apagamento (síncope) ou perda de coordenação
motora (samba) detectada pelo júri, durante a competição,
resulta na desclassificação imediata do apneísta, na modalidade
em questão;
20. O competidor não pode ser ajudado ou tocado durante sua performance,
excepto quando em dificuldades. Neste caso, ele é desclassificado.
21. O apneista deve conseguir tirar sua máscara ou óculos, ao
terminar sua performance e sinalizar para o júri que ele está
OK, num espaço de tempo inferior a 20 segundos após a emersão
das suas vias respiratórias. Se falhar ao sinalizar OK ultrapassando
o tempo limite, será desclassificado.
22. Ao atleta não é permitido tocar em qualquer pessoa, e ninguém
tem permissão de o tocar, nos 60 segundos seguintes após o final
da sua performance e em, algumas vezes, até o juiz principal anunciar
ao atleta que sua performance é válida, sinalizando OK.
23. Todos os atletas participantes nesta competição aceitam implicitamente
submeter-se ao presente regulamento.
II – ORGANIZAÇÃO
1. A organização autorizada pela AIDA tem de enviar as seguintes
informações para a AIDA e para a FPAS 6 meses antes da competição:
• O presente regulamento;
• Um diagrama dos diferentes locais e da logística a utilizar
• Um dossier de informações quanto a :
Locais
Datas
Taxa de inscrição
Programa da competição
Prémios
Meios para assegurar a segurança dos atletas
Plano de emergência e de evacuação
2. A AIDA providenciará um júri, pelo menos 2 meses antes da
competição, após examinar a proposta de candidatura dos
organizadores. A organização deverá indicar a constituição
do jurí aos capitães no dia de abertura. O organização
da competição deverá suportar as despesas de deslocação
e hospedagem do jurí.
3. A organização deverá providenciar um local permanente
para exibição de vídeos para o júri da prova.
4. Uma sessão de informações gerais destinada a todos
os atletas, capitães, jurí, mídia, apneístas de
segurança e escanfandristas de segurança, equipa médica
e de emergência, deve ser disponibilizada pelos organizadores no primeiro
dia do evento ( dia de abertura).
5. A organização deve fornecer facilidades logísticas,
de modo a permitir à mídia estar presente no perímetro
de segurança, na prova de peso constante e apneia estática, para
tirarem fotografias .
6. Somente a AIDA pode autorizar dentro do perímetro de segurança,
a presença de câmaras subaquáticas de fotografia e vídeo,
assim como de pessoas não pertencentes à Comissão organizadora.
7. Na véspera da competição, a organização
deve entregar uma ficha aos capitães dos atletas para ser preenchida
por estes, anunciando as suas perfomances oficiais. A Comissão do evento
deve reunir-se de seguida e formatarem o programa da competição.
8. Uma Comissão técnica apontada pela AIDA será responsável
por examinar os seguintes itens com a organização, pelo menos
2 meses antes da competição:
• Implementação da organização;
• Organização da segurança do evento;
• Organização administrativa;
9. Essa Comissão será composta pelo menos por 1 membro do júri
que deverá trabalhar próximo da organização, para
minimizar qualquer problema e para encontrarem soluções necessárias
para uma organização eficiente.
10. A organização pode eleger um ou mais "apneístas
de abertura" para cada evento: estática e peso constante. O júri
escolherá entre os apneístas de segurança ou entre apneístas
de competência reputável . Sem exceder suas habilidades, eles devem
abrir oficialmente a zona de performance, que permitirá a aclimatação
da organização.
Os apneístas de abertura observam as mesmas condições dos
competidores, mas não são competidores.
11. A organização deve providenciar um número de identificação
para cada atleta. Os participantes devem usar esse número visivelmente
durante os eventos oficiais. Uma lista com esses números é fornecida
à mídia assim como aos capitães dos atletas.
12. A organização deve também propiciar um sistema de identificação
visível para todos os apneístas de segurança e jurí
na água durante a competição.
13. Para as provas de peso constante, os escanfandristas de segurança
deverão possuir pelo menos o nível CMAS *** de mergulho autónomo
ou equivalente. Os apneístas de segurança devem ser capazes de
descer facilmente a 15 metros. A organização é responsável
por verificar esses níveis. Todos os apneístas de segurança
devem ser aprovados e validados pela AIDA antes da competição.
14. O número de apneístas de segurança deve ser o suficiente
para permitir substituições. Deve haver pelo menos 2 apneístas
por cabo. Dois escanfandristas equipados devem estar na água, prontos
para intervir nas zonas de aquecimento.
15. Medição do Cabo:
O cabo oficial é medido e marcado na superfície, da seguinte maneira:
• Imersão do cabo na água por uma duração
suficiente para encharcá-lo;
• Estiramento máximo por meio mecânicos ( carros, etc) após
ser retirado da água.
• Tensionar a corda com o peso exacto usado na competição
após a liberação do estiramento, entre 30 e 50 Kg. O uso
adicional de dinamómetro é indicado.
• Medição e marcação do cabo tensionado.
16. Calibração dos dispositivos de mensuração de
profundidade:
Uma vez que o cabo foi medido e marcado, os dispositivos de mensuração
de profundidade são calibrados da seguinte maneira:
• O cabo é colocado na água da mesma forma que será
feito na competição.
• Cada dispositivo é marcado distintamente e claramente.
• Os dispositivos são testados em 3 profundidades em relação
ao cabo (-80m,-60m,-40m). Essas medidas são marcadas em cada instrumento.
• O júri então calcula o coeficiente de erro de cada dispositivo
da seguinte maneira:
Medidas realizadas: - 80.5m / - 60.8m / - 40.2m
coeficiente de erro 80 m = 80 / 80.5 = 0.993
coeficiente nos 60 m = 60 / 60.8 = 0.986
coeficiente nos 40 m = 40 / 20.2 = 0.995
? coeficiente final = 0.99
17. A aplicação do coeficiente de erro na profundidade marcada
pelos dispositivos para obter a profundidade real é obrigatória
nas competições.
18. A organização deve providenciar as seguintes filmagens de
vídeo:
• Imagens completas da performance, incluindo a preparação
final e o final da performance, sem interrupção: as imagens deve
começar 1 minuto antes do início oficial e terminar 1 minuto depois
da saída, uma vez que o atleta tenha entregue o profundímetro
e a placa ao júri;
• Todas as filmagens devem ser feitas em fitas virgens;
• Todas as filmagens das tentativas devem ser filmadas sem interrupção;
• Todas as câmaras de vídeo e cinegrafistas devem permanecer
disponíveis perante o júri, para que este possa ver as imagens
imediatamente após o evento.
• Uma lista actualizada dos respectivos atletas deve acompanhar cada fita,
para o apropriado arquivamento de cada fita com cada atleta.
• Todas as cópias devem ser em PAL ou NTSC digital, ou em formato
mini- DV.
• Todas as imagens de vídeo oficiais das tentativas tornam-se propriedade
da AIDA, com direitos exclusivos da AIDA e dos organizadores ;
III - APNEIA ESTÁTICA
1. A prova ocorre na piscina (profundidade máxima: 2 metros)
2. Na véspera da competição, antes da reunião da
Comissão do evento, cada capitão deve revelar as performances
anunciadas (PA) dos atletas ao júri.
3. Os horários de início das perfomances oficiais são determinados
na noite anterior durante a reunião da Comissão do evento. Os
apneístas serão posicionados em séries. Cada série
é determinada por ordem crescente das performances anunciadas.
4. Cada apneísta pode escolher em iniciar entre o "início
oficial" e os 10 segundos seguintes. A contagem regressiva será
feita por um jurí da seguinte maneira:
• 2'00, 1'30, 1'00, 30", 10", 5", 4", 3", 2",
1" início oficial 1", 2", 3", 4",
5", 6", 7", 8", 9", 10"
• Se o apneísta iniciar após os 10 segundos de tolerância
autorizados, aplicar-se-á a penalidade de 1 ponto por unidade de 6 segundos.
• Se o apneísta iniciar antes do " início oficial"
, aplicar-se-á a penalidade 1 ponto por unidade de 6 segundos.
5. Se a performance realizada (PR) for maior que a performance
anunciada (PA), nenhuma penalidade é aplicada. Se a
PR for menor que a PA, uma penalidade de 1 ponto é aplicada por unidade
de 6 segundos. .
Exemplo:
PA = 5'35" PR = 5'04”
Diferença entre PA e PR = 31"
Penalidade = 6 pontos
Total de pontos marcados = 50.5 - 6 = 44.5 pontos
6. Um intervalo de 15 minutos será organizado ao final de cada hora
de competição para organização do júri e
dos cinegrafistas.
7. Três zonas são delimitadas:
• Zona de aquecimento;
• Zona de transição;
• Zona de prova;
8. O atleta só poderá entrar na zona de aquecimento 45 minutos
antes da sua perfomance.
9. Os atletas não poderão entrar na zona de transição
até que o atleta anterior tenha abandonado a área .
10. O Capitão ou outro acompanhante do atleta é autorizado a monitorar
e supervisionar o aquecimento e a sua performance. É permitido que ele
esteja nas 3 zonas oficiais. Entretanto, assim que a performance oficial se
iniciar (imersão das vias respiratórias), este não é
mais autorizado a tocar o atleta, só é permitido que ele o conduza
oralmente em voz baixa. Caso contrário, o atleta será desclassificado.
11. As perfomances devem ser realizadas na superfície.
12. Pontos de apoio, na superfície serão providenciados para facilitar
a preparação do apneísta.
13. O apneísta é livre para escolher seu equipamento.
14. Os atletas têm o direito a uma e só uma tentativa oficial.
Uma vez que as vias respiratórias são imersas, a perfomance é
considerada iniciada.
15. Um apneísta de segurança está presente na água
durante as performances. Essa pessoa é responsável por verificar
o estado de consciência do competidor, do seguinte modo: Ele toca
o apneísta inequivocamente; o apneísta obrigatoriamente
terá que responder através de um gesto combinado com o oficial.
O procedimento acontecerá sempre em:
• A cada 30 segundos, começando 1 minuto antes do final
da performance anunciada.
• A cada 15 segundos após o tempo da performance anunciada.
16. Se o apneísta não responder utilizando o sinal escolhido,
o oficial irá imediatamente solicitar o sinal novamente ao competidor.
Se a resposta incorrecta persistir, ou não houver resposta, o oficial
removerá o competidor da água imediatamente, desclassificando-o.
17. O apneísta deve retirar a máscara ou óculos ao terminar
sua apneia e sinalizar ao júri que está "OK" dentro
dos 20 segundos seguintes após a emersão das suas vias respiratórias
.Caso contrário, ele será desclassificado.
18. O atleta não pode tocar ninguém, e ninguém pode tocar
o atleta, durante os 60 segundos seguintes após o fim da sua performance,
e, em certos casos, até o júri sinalizar que a tentativa do atleta
está terminada, dando o sinal de "OK".
19. Para calcular a performance do apneísta, uma média dos registros
é calculada por dois cronómetros. Todos valores são arredondadas
para o segundo abaixo.
Exemplo:
Tempos marcados: 5'08"64 e 5'07"48
A média será: (5'08" + 5'07")
/ 2 = 5'07"50
Performance registrada será: 5'07" = 51 pontos
20. A organização deve filmar a finalização da
performance de cada apneísta quando sua cabeça emerge da água.
O video é sistematicamente usado para reclamações de perda
de controle motor (samba) e apagamentos (síncope).
21. Câmaras e fotógrafos não são admitidos na água,
nas zonas de transição e oficiais.
22. São permitidos aplausos no final da performance de cada atleta,
mesmo se outros competidores da mesma série ainda não tiverem
terminado suas performances.
23. Um juri comentador oficial anunciará os tempos atingidos pelos atletas
no final de suas performances.
IV - PESO CONSTANTE
1. O evento ocorrerá em água salgada ou doce.
2. Será obrigatório, por motivos de segurança um cabo
de segurança em todas as provas de profundidade. Este cabo será
utilizado quer na zona de aquecimento quer na zona oficial. É composto
por:
a) Um cabo entre 30 e 100 cm de comprimento, de características semi-elásticas
ou não, de um mosquetão cuja abertura tenha no mínimo 15
mm e de uma bracelete com um aro de diâmetro mínimo de 26 mm.
b) Este cabo de segurança, uma vez fixado à mão do atleta
e ao cabo de prova, tem como objectivo manter o atleta sempre a 1 metro do cabo
de aquecimento e/ou oficial, quer na descida, quer na subida.
c) O profundímetro será colocado no lado oposto do cabo de segurança.
3. O capitão deve confirmar as performances antecipadas no dia da chegada
ao juri, durante a abertura ou na reunião da Comissão do evento,
permitindo à organização utilizar essa informação
para providenciar a segurança.
4. O júri determinará os horários de início de
cada atleta segundo o seguinte critério: os atletas com as perfomances
anunciadas mais profundas irão serão os primeiros.
5. Cada apneísta pode partir para a sua perfomance entre o "início
oficial" e os 30 segundos seguintes. Além desse tempo,
o apneísta não é mais autorizado a partir.
6. A contagem regressiva será feita por um jurí da seguinte maneira:
• 2'00, 1'30, 1'00, 30", 10", 5", 4", 3", 2",
1" início oficial 1", 2", 3",
4", 5", 6", 7", 8", 9", 10" ( ... ) , 30”
• Dentro dos 30" autorizados, o apneísta só pode
iniciar uma e uma só tentativa oficial.
• Se o apneísta iniciar antes do "início
oficial ", uma penalização de 1 ponto por unidade
de 6 segundos é aplicada.
7. Uma zona oficial consiste num ou mais cabos de aquecimento e pelo menos
um cabo oficial, marcado pela organização. Somente o atleta, apneístas
de segurança, escanfrandistas de segurança, médicos, juri
e o capitão do atleta são permitidos nessa zona.
8. Três zonas são delimitadas:
• Zona de aquecimento;
• Zona de transição;
• Zona de prova;
9. O atleta não pode entrar na zona de aquecimento antes dos 45 minutos
anteriores à sua performance. Os atletas não poderão entrar
na zona de transição até que o atleta anterior tenha deixado
a área.
10. A Zona de prova, é somente acessível para as seguintes 5
pessoas:
• Atleta;
• Capitão;
• Juiz;
• 2 apneístas de segurança.
11. Aquecimento:
• O período de aquecimento inicia-se no(s) cabo(s) próprio(s)
para o efeito, 45 minutos antes do início da primeira tentativa oficial
e termina no final do evento;
• O(s) cabo(s) de aquecimento e o cabo oficial não devem estar
muito longe um do outro;
• Não é permitido mais do que 1 atleta submerso em cada
cabo de aquecimento;
• Dentro da zona de aquecimento, é proibido aquecer fora do(s)
cabo(s).
• A série de cabos de aquecimento é colocada nas profundidades
relativas ao nível dos apneístas em aquecimento.
• Um juri situada fora da água têm a autoridade para parar
de imediato as imersões nos cabos em qualquer momento, incluíndo
o cabo oficial da performance;
• O capitão é autorizado a monitorar e supervisionar o
aquecimento e a performance do seu atleta. Ele pode dar assistência
nas 3 zonas oficiais.
Entretanto, assim que a performance se inicia (assim que as vias respiratórias
são imersos), o capitão não está mais autorizado
a intervir, excepto para auxiliar a organização a socorrer o
atleta, se estiver com problemas. Ele pode ficar na superfície, mas
não é autorizado a descer e acompanhar o final da performance
do atleta.
• Um apoio para o descanso e um suporte flutuante são necessários
para a fase de preparação dos atletas que queiram se manter
secos antes de sua tentativa.
12. Materiais:
• O uso de grampos nasais não são autorizados.
• O uso de lentes de apneia não são autorizadas.
• O uso de lastro nos punhos não é autorizado.
• O uso de redutores de volume da máscara não é
autorizado.
• É obrigatório o uso de uma máscara não
alterada. Não é permitido a colocação de água
dentro da máscara. Lentes pintadas ou espelhadas não são
permitidas.
• É obrigatório o uso de barbatanas ou monopalmas.
• O júri toma nota da existência de qualquer peso usado
ou fixo no equipamento durante sua preparação para o mergulho.
O lastro deve ser afixado num cinto com uma fivela de rápido abandono
situado na parte de fora da roupa de mergulho. O júri verificará
qualquer mudança no lastro até à saída da água.
Se existir alguma variação, a perfomance é cancelada.
• O apneísta é livre para escolher qualquer outro equipamento.
13. O apneísta usará um profundímetro oficial no punho,
que é providenciado pela AIDA, testado e calibrado pelo júri.
14. O apneísta deve trazer a placa à superfície e entregá-la
a um membro do júri. Essa placa está situada na base da profundidade
anunciada pelo atleta.
15. O apneísta deve descer e subir pela propulsão das suas barbatanas
ou monopalma. Não é permitido puxar ou segurar o cabo na descida
ou subida. Somente é permitido segurar o cabo, com uma ou 2 mãos,
num só momento durante todo o mergulho. Em todos os outros casos,
o apneísta será penalizado.
16. É permitido ao apneísta guiar-se pelo cabo podendo até
tocá-lo, mas sem puxá-lo ou segurá-lo, com a excepção
da alínea anterior.
O atleta poderá segurar o cabo antes das vias respiratórias estarem
imersas e depois do mergulho após estas estarem de novo emersas. Em
17. Medição da profundidade:
• A profundidade anunciada pelo apneísta é marcada por
uma base branca ou amarela.
• O apneísta deve subir com a placa que encontra-se na base na
profundidade anunciada. Nesse caso, os pontos são iguais à profundidade
anunciada e realizada.
• Se o apneísta não trouxer a placa, o profundímetro
oficial servirá para medir a performance e é aplicada uma penalização
de 1 ponto pela ausência desta, mesmo que o profundímetro marque
a mesma profundidade anunciada.
• A performance é arredondada por defeito à unidade de
metro mais próxima.
• Se o profundímetro indicar uma profundidade maior que a anunciada
é a performace anunciada que será considerada.
• Se o profundímetro indicar uma profundidade menor que a anunciada,
(distância superior a 2 metros), uma penalização de 1
ponto é aplicada por metro de desvio entre a PA-2 e a PR .Além
de uma penalização de 1 ponto aplicada pela ausência da
placa.
• Os profundímetros testados são assinalados com o coeficiente
de erro, que é comunicado aos capitães pelo júri.
Exemplo:
PA = 50 m PR (registrada no profundímetro)
= 47.5m
coeficiente de erro = 0.98
Performance Actual = 47.5 x 0.98 = 46.55 ? 46m
Diferença entre PA-2 e PR = 48-46 = 2m?2 pontos de penalização
Ausência da placa = 1 ponto de penalização
Performance final = 46-3 = 43 pontos
18. O apneísta deve remover a máscara ao terminar a sua apneia
e sinalizar ao júri que está "OK" até aos 20
segundos seguintes à emersão das vias respiratórias. Caso
contrário, ele será desclassificado.
19. O atleta não pode tocar em ninguém e ninguém pode tocar
o atleta durante os 60 segundos seguintes ao final da performance, até
o atleta entregar o profundímetro ao júri, e o júri sinalizar
ao apneísta que sua tentativa foi considerada válida, sinalizando
"OK" em retorno;
20. A organização deve filmar a saída dos apneistas até
à sua chegada na superfície com 2 câmaras. O vídeo
é sistematicamente usado para reclamações de apagamentos
(síncope) e perda de controle motor (samba).
V - COMISSÃO DO EVENTO
1. A Comissão do evento é responsável por todas as questões
técnicas relativas às provas e ao andamento normal da competição.
2. A Comissão do evento é constituída por:
• O júri;
• Os capitães dos atletas;
• Membros da organização;
3. A Comissão do evento irá cumprir um programa diário
específico providenciado pelo júri e organização.
4. A Comissão do evento deve pautar-se pelo espírito de mútuo
respeito e de solidariedade. Todo o capitão que desrespeitar o júri,
organização ou outro capitão serão excluído
da Comissão.
5. A Comissão do evento reune-se na véspera de cada prova num
horário estabelecido pela organização para:
• Apresentar os resultados do dia.
• Apresentar informações gerais aos capitães, atletas,
apneístas de segurança e escanfadristas para o dia seguinte, assim
como: lembretes, regras locais, metereologia e outras condições
.
• Estabelecer e distribuir a lista com os horários oficiais para
o dia seguinte.
VI - JÚRI
1. O júri é constituído por 5 juízes nacionais nomeados
pela AIDA, do seu quadro técnico;
2. O júri está presente no local da competição desde
o início do aquecimento para.:
• Garantir que a prova se processe dentro das regras estabelecidas;
• Verificar os equipamentos dos apneístas;
• Verificar as performances dos apneístas;
• Desclassificar um atleta que não respeitar o regulamento ou algum
outro cujo comportamento vá interferir no andamento normal da organização
ou da segurança;
• Interromper a prova em qualquer momento, se a segurança dos apneístas
ou mergulhadores não estiver garantida;
• Receber as reclamações, quando aplicáveis, preenchidas
pelos capitães.
3. Um membro do júri estará dentro da água durante toda
a competição de Peso constante.
4. Somente o júri é competente para tomar qualquer decisão
que não conste no presente regulamento
VII – PENALIZAÇÕES
1. As faltas mencionadas não são sancionadas por desclassificação,
mas por pontos de penalização conforme a prestação
concernente:
a) Se o apneista partir antes do inicio oficial da prova, em qualquer das duas
disciplinas: 1 ponto por cada fracção de 6 segundos.
b) Se o apneista partir 10 segundos após a margem autorizada na disciplina
de apneia estática: 1 ponto por cada fracção de 6 segundos.
c) Se o apneista retirar o seu cabo de segurança, na disciplina de peso
constante, durante a sus prestação: 10 pontos
d) Se o apneista retirar a sua máscara durante a sua prestação,
ou chegar à superfície sem esta, na disciplina de peso constante:
10 pontos .
e) Se o apneista agarrar o cabo oficial depois das vias respiratórias
estarem imersas, no inicio da prova, na disciplina de peso constante: 10 pontos.
f) Se o apneista agarrar o cabo oficial mais do que 1 vez, no momento da viragem
para a subida, no decorrer da prova de peso constante: 10 pontos.
g) Se o apneista agarrar o cabo oficial, ainda com as suas vias respiratórias
imersas, no fim da prova de prova de peso constante: 10 pontos .
h) Se o apneista puxar o cabo oficial depois das vias respiratórias estarem
imersas, no inicio da prova, na disciplina de peso constante: 15 pontos.
i) Se o apneista puxar o cabo oficial mais do que 1 vez, no momento da viragem
para a subida, no decorrer da prova de peso constante: 15 pontos.
j) Se o apneista puxar o cabo oficial, ainda com as suas vias respiratórias
imersas, no fim da prova de prova de peso constante: 15 pontos .
VIII – RECLAMAÇÕES
1. Só o capitão pode preencher uma reclamação e
entregar a um membro do júri até, no máximo, 15 minutos
após a divulgação dos resultados.
2. Na saída da água do peso constante, se os escanfandristas responsáveis
pela segurança dos apneístas e pela monitorização
das descidas e subidas relatarem ao júri que um atleta não respeitou
o regulamento debaixo da água, o júri informará o incidente
ao seu capitão, antes do momento da divulgação dos resultados.
3. No caso de existir reclamações, o júri reunir-se-á
para decidir se o atleta deve ser desclassificado ou não. Em todos os
casos, o atleta deve ser ouvido, assim como os escanfandristas. Em caso de real
dúvida, o benefício deverá ser dado ao competidor. Se esse
for o caso, o júri decidirá qual a performance a levar em consideração.
4. O júri responderá às reclamações logo
que possível “in loco”, após a verificação
das filmagens.
5. Todas as reclamações devem ser acompanhadas da quantia de 50
euros. Essa quantia é reembolsada se o júri der razão ao
reclamante.
6. Para todas as decisões do júri, no caso de empate (por exemplo:
caso de abstenção), a voz do presidente do júri, contará
duplamente.
VIII - DIVERSOS
1. Condicionantes relacionadas com o patrocínio da organização
ou dos atletas não deverão interferir na organização
do evento;
2. A organização não pode ser responsabilizada por acidentes
causados por atletas que não respeitem o presente regulamento;
3. O presente regulamento não pode ser alterado nos 3 meses precedentes
à competição;
IX- RECONHECIMENTO AIDA INTERNACIONAL
1. Todas as competições AIDA devem ser anunciadas ao conselho
executivo AIDA para o reconhecimento como Competição AIDA. O conselho
executivo AIDA é o órgão apropriado para decidir se uma
competição satisfaz ou não os requisitos da AIDA.
2. Para ser reconhecida como uma competição da AIDA, todas as
competições organizadas por uma AIDA Nacional ou sob o patrocínio
de uma AIDA Nacional, devem obedecer ao presente regulamento (capítulos
3, 4, 6 e 8 completamente) para serem reconhecidas como competições
AIDA.
3. Somente competições AIDA aparecem no calendário oficial
e têm o reconhecimento das performances e/ou recordes pela AIDA internacional.
4. A AIDA Nacional escolhe o jurí para competições nacionais.
No entanto, a AIDA Nacional pode solicitar um juiz AIDA internacional, se desejar.
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